RESENHA: O Misterioso Caso de Styles - Agatha Christie

SINOPSE: No meio da madrugada, a rica proprietária da mansão Styles é encontrada morta em sua cama, aparentemente vítima de um ataque cardíaco. As portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Todos os hóspedes da velha mansão tinham motivos para matar a Sra. Inglethorp e nenhum deles possuía um álibi convincente. Para solucionar o crime entra em ação o detetive Hercule Poirot, irresistível personagem criado por Agatha Christie, que faz a sua estréia neste caso intrigante.

RESENHA: Esta semana quis ir em busca dos clássicos do gênero policial, por isso não tive como escapar do primeiro livro escrito por Agatha Christie “ O Misterioso caso de Styles”, e posso facilmente dizer que tive uma experiência incrível.
  O livro é narrado pelo “Capitão Hastings” amigo da família Inglethorp que é convidado a passar uma estadia na mansão Styles para que pudesse se distanciar da guerra que acontecia. Ao chegar na propriedade temos uma descrição do lugar, e o fato mais importante no livro, um chá da tarde em que a maior parte dos personagens estão reunidos. É neste momento que conhecemos os membros da família Inglethorp, filhos, enteados, amigos, convidados, todos se utilizando de frases que depois os tornariam suspeitos do crime que aconteceria na mansão. Ao ser apresentada a Sra. Inglethorp, matrona da família e quem têm em posse todo o dinheiro. Também somos apresentados à seu segundo marido, que todos dizem ser uma pessoa apenas interessada apenas no dinheiro da mulher.
  O mais legal nessa cena são as frases usadas pelos personagens que fazem com que já saibamos quem é a pessoa que cometeu o crime, apenas ACHAMOS que sabemos, frases como: “ele mataria por dinheiro”, “um dia ele vai matar ela em sua própria cama”, “assassinatos são para homens, mas como mulher, também poderia matar, mas com veneno”.
  Acontecimentos durante o livro fazem com que a trama vai ficando mais complexa, onde o narrador ouve discussões, acusações e muito mais. Certa noite um barulho chama a atenção de um empregado que vai até o quarto da Sra. Ingethorp, mas as portas estão trancadas por dentro. Todos são acordados para tentar entrar no quarto. Arrombam a porta e encontram a Sra. Inglethorp com sérias convulsões, e uma xícara quebrada ao lado da cama. Neste momento ela morre. Um médico amigo da família é chamado à casa, e levanta a possibilidade de que a mulher foi envenenada.
  O narrador com a autorização da família, chama o seu amigo detetive Hercule Poirot ( a estréia de um dos maiores detetives do mundo, junto com Sherlock Holmes) que irá trabalhar no caso, tentando passar por cima de todas as farsas, falsos álibis, testemunhas confusas, e no pano de fundo o jogo de quem ficaria com o dinheiro da família. Somente Poirot conseguiu resolver o misterioso caso de Styles, em seu “grand finale” com a revelação do verdadeiro assassino, levando o leitor a falar em voz alta, como fiz:  Não acredito que foi isso.
  Livro muito bom, que nos mostra como se deu inicio a carreira da grande rainha do suspense policial, e a estréia de um dos maiores detetives da literatura. Vale a pena, um livro curto que pode ser lido em um ou dois dias, mas mesmo que se não figure em sua lista de favoritos, com certeza marcará sua memória.

Resenha feita por : Leandro Assumpção

6 comentários:

Is' Ferreira disse... Responder comentário

Confesso que sou realmente fascinada pelas histórias da Rainha do Crime, e concordo com você, ele marca a memória de qualquer leitor.
;*

Matheus Azevedo disse... Responder comentário

Parece que eu identifiquei na sua resenha um "spoiler".

Ficou muito bacana, Bruno. Sempre releio na ordem os livros de Agatha, no caso, estou na "era-Poirot" em "Morte na rua Hickory" já.

Este livro introduz (o ainda tenente) Capitão Arthur Hastings, o inspetor-detetive (futuro inspetor-chefe) James (Jimmy) Japp e, obviamente, Hercule Poirot. É engraçado que em quase todos os 8 romances narrados por Hastings (aparece ainda numa dúzia de contos), é ele quem fornece a solução para o caso à Poirot. Neste livro, foi a dica sobre o lugar do "último elo", não é?

Bruno Brito Andrade disse... Responder comentário

Bem Matheus, a resenha não foi feita por mim. Foi feita pelo Leandro, mas irei falar com ele e ele te responde aqui mesmo, ok ?

Patricia Modesto disse... Responder comentário

Sempre ouço comentários de que os livros dela são muito bons mas não sei por que cargas d'água eu ainda não li nenhum. Enfim, seria um bom livro para eu começar, já que também é a estréia do Poirot. Procurarei lê-lo para (provavelmente) ser mais uma contempladora de suas obras.

Anônimo disse... Responder comentário

Comprei a edição de bolso deste livro junto com O Caso do Hotel Bertram. Foi o primeiro livro escrito pela Agatha que li, e devo dizer que gostei bastante. O engraçado é que tem uma certa rivalidade entre os fãs da Agatha com os fãs do Sidney Sheldon. Eu gostei bastante dos livros que li dos dois autores.

Renata disse... Responder comentário

Eu li alguns livros da Agatha, não gostei de todos, mas esse especificamente eu detestei. O crime é tão melindroso, tão bem elaborado e tão sofisticado que me pareceu completamente inverossímil. A segunda metade do livro me deixou de estômago revirado de tanta bagunça que a Christie fez.

Uma vez eu li O Assassinato de Roger Ackroyd e fiquei maravilhada, todo o livro que pego dela pra ler, eu fico na expectativa de ler algo daquele nível... até agora não cheguei lá.

Postar um comentário

Vamos comentar ?